Sexo sem Duvidas nem Tabus
Tentámos esclarecer algumas das principais dúvidas, que muitas vezes não se fazem por vergonha e ensina-nos, com naturalidade, todos os ingredientes necessários para viver, em pleno, a nossa sexualidade.
Desejar incluir uma terceira pessoa nas relações sexuais de um casal significa que o interesse entre os seus membros se perdeu?
Não, a decisão de incluir uma terceira pessoa na relação sexual pode ser motivada pela necessidade de novas experiências, fazendo vir à luz um desejo reprimido ou simplesmente devido ao desejo de alcançar níveis de prazer desconhecidos. Esta decisão deveria obedecer a um desejo compartilhado pelos membros do casal.
A rotina nas relações pode produzir alguma disfunção sexual?
o aborrecimento ou a reiteração de comportamentos sexuais podem precipitar o casal para uma ausência mútua de desejo sexual. Na mulher este manifesta-se como uma apatia antes das relações, enquanto que no homem esta se denomina desejo sexual inibido.
Uma mulher que mantenha uma boa relação sexual com o seu marido e se imagine a fazer amor com uma mulher é lésbica?
Não necessariamente. As fantasias sexuais são tão atrevidas quanto a imaginação e por vezes a busca do prazer inconsciente não determina nem questiona uma conduta sexual permanente.
O uso frequente de vibradores, pode causar algum problema nas relações sexuais?
Se o vibrador se emprega como complemento durante as relações, isso não supõe problema algum. Se no entanto for utilizado para se masturbar e substituir a relação sexual, o acostumar-se ao seu formato, textura e intensidade pode implicar alguma dificuldade em posteriormente se conseguir alcançar os níveis de prazer desejados durante um coito real.
É muito difícil alcançar orgasmos simultâneos durante o coito?
Para um casal que faz amor, conseguir alcançar o goro simultâneo é um objectivo ideal muito difícil de alcançar. E tão pouco é absolutamente frustrante caso não se consiga. E necessário que o casal cultive uma harmonia natural e conheça as preferências sexuais do outro e os ritmos de excitação. Geralmente é o homem quem se contém até que a mulher alcance o orgasmo Ele liberta-se então e acelera a explosão da ejaculação. A coincidência é indubitavelmente possível, mas não é determinante para que a relação sexual seja satisfatória. Pelo contrário, é importante que este método seja utilizado para que os amantes consigam alcançar o clímax, ainda que não simultaneamente.
Um pénis de grandes dimensões implica necessariamente um coito doloroso?
Os músculos da vagina possuem uma grande elasticidade. É bom recordar que, em princípio, esse órgão deve permitir a passagem da cabeça de um bebé, de modo que, por maior que seja o pénis, a vagina pode acolhê-lo. Sem dúvida, é preciso que a vulva esteja muito bem lubrificada e que a penetração se realize pausadamente, para dar tempo à adaptação dos músculos. Nestas condições, o coito não costuma ser doloroso mesmo quando forçado. Mesmo assim, convém recordar, existem «medidas» genitais que, quando coincidem, tornam a penetração mais agradável.
A mastrubação frequente traz algum prejuízo à saúde?
De todo. Não existe nenhuma comprovação científica que relacione alguma disfunção sexual ou algum problema físico com a masturbação. Pelo contrário, a libertação da tensão sexual ajuda a manter a harmonia corpo-mente. Além disso, a masturbação permite o melhor conhecimento do próprio corpo e o uso de um reportório de fantasias que será favorável em futuras relações com outras pessoas.
A sexualidade de lésbicas e homossexuais é diferente da conduta tipo dos hetero sexuais?
As relações entre lésbicas desenvolvem-se geralmente com menos pressa e mais calma que a dos heterossexuais e são mais ricas em variedades de jogos. A estimulação manual e oral é completa; todo o corpo se torna uma zona erógena, antes de passar à excitação directa bucogenital, à masturbação ou ao esfregar das vulvas.
Os homossexuais identificam-se com este mesmo princípio. Quando os pares são estáveis a actividade sexual é inicialmente mais ponderada e calma no início e durante a fase de excitação seguinte, antes do orgasmo. Ainda que estas considerações estatísticas percam eficácia perante a variedade de relações possíveis e as características particulares de cada indivíduo.



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A minha situação inicia-se à 4 anos quando nos conhecemos e tinhamos bastante actividade sexual, com a separação dos meus pais acabei por experenciar um periodo de disfunção erectil o que nem sempre se sucedia, acabando por ejecular bastante cedo mas dando de outras formas prazer à minha namorada, e é claro procurei por ajuda e resolvi a questão mas a ejeculação precoce sempre me acompanhou sendo apenas a 1ª porque conseguia manter uma 2ª erecção.
Quando tinha-mos esses periodos de actividade sexual fazia-mo-lo em todo o lado e estava-mos a conhecermos-nos bastante bem excepto em relação ao sexo anal que ela apenas experimentou uma vez à qual não a satisfez tendo nunca mais feito enquanto ao sexo oral poucas vezes faz uma vez que não gosta, enquanto a mim eu faço tudo uma vez que gosto bastante do sexo e experenciar novas fantasias com ela é claro.
Bem...tudo começa quando tivemos o nosso filho à cerca de 2 anos e meio, ela começou a querer ficar mais em casa, nunca até hoje deixou muitas vezes ou quase nenhumas com os avós para que reacendessemos a nossa paixão ou até mesmo irmos ter com os nossos amigos até que ela começou a dizer que tinha perdido os amigos e que eu ia sair ( nunca à noite, ou seja apenas tomar cafe e estar/conversar um pouco com eles) , e claro o apetite sexual entrou em decadência absoluta até mesmo quase desaparecer.
Entretanto ela arranjou um novo trabalho mudamos de casa e as coisas foram melhorando a nivel pessoal e não sexual, o que é facto é que eu quase que minguo para ter sexo o que nem mesmo assim acontece ela inventa dores ou situações de cansaço, e quando acontece ela tem dores queixa-se que fica com a perna dormente, mal disposta, com dores de cabeça etc. talvez seja pelo facto de ter feito um aborto à quase seis meses mas que não está perturbada pelo facto de o ter feito de facto não tinhamos capacidades para o ter, infelizmente é claro.
Infelizmente eu estou constantemente a pensar em sexo e não sei o que hei-de fazer mais para resolver esta questão já tentei procurar ajuda mas ela não quer, já tentei conversar e ela diz que vai fazer um esforço e que vai ao médico o que nunca chega a acontecer, de facto já não sei o que hei-de fazer mais. Podem-me dar luzes? o que hei-de fazer?
Obrigado pelo tempo despendido,
cumprimentos,
João Veiga
P.S.: se eventualmente for necessario mais algum esclarecimento para um despiste mais correcto, questionem P.F.F.
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