Pensar magro, emagrece!
Todas as mulheres já fizeram regime pelo menos uma vez na vida. A maioria delas anda sempre de dieta, porém, poucas sabem que para emagrecer de verdade e de forma saudável, é preciso solucionar, antes, alguns problemas psicológicos.
Ficar o dia inteiro sem comer, não jantar ou, então, entregar-se à dieta das frutas, do Mediterrâneo, das proteínas, da sopa, dos pontos... Quem não fez isso, pelo menos, uma vez na vida que atire a primeira pedra. O desejo de encontrar a fórmula mágica para perder peso e manter o corpo com as curvas perfeitas vive na cabeça de quase todas as mulheres.
Porém, a busca incessante pelo padrão estético considerado ideal (e nem sempre saudável) faz com que muitas pessoas cometam excessos e comprometam gravemente a própria saúde. De acordo com a psicóloga especializada em emagrecimento, Talita Marques, poucas pessoas sabem que a alimentação saudável depende de questões comportamentais e emocionais que poderiam ser resolvidas de forma mais simples, com acompanhamento de um profissional especializado.
"Muitas pessoas comem de forma errada, ou seja, alimentam-se por motivos alheios à função de nutrir o corpo. Isso significa atribuir à comida funções que não podem ser supridas por ela, como aplacar desconfortos, solidão, tristeza, ansiedade e ociosidade", afirma a especialista.
Emagrecer e permanecer magra
Talita explica que para ter saúde e o corpo que deseja, o tratamento psicológico é uma alternativa. Segundo ela, a terapia de emagrecimento ajuda quem tem dificuldades com a alimentação a compreender porque se comporta de tal maneira diante das refeições. "Dessa forma, a pessoa consegue perceber quais são os motivos que a levaram a desenvolver os hábitos alimentares errados, como está o seu contexto de vida e o que é necessário modificar para desenvolver comportamentos que contribuem com o emagrecimento, manter-se magra e ter hábitos alimentares saudáveis", salienta.
Outro obstáculo a ser vencido pelas pessoas que sofrem com o excesso de peso é a dificuldade em se manter magro após um tratamento ou regime específico. Segundo a psicóloga, isto ocorre porque, em muitos casos, mesmo após perder peso, as pessoas não conseguem modificar os hábitos alimentares, pois uma dieta feita de forma errada, as conhecidas como dietas de emergência, não ensinam a alimentar-se correctamente, a desenvolver "comportamentos magros" nem a importância da actividade física.
"Perder peso é a parte mais fácil do processo de emagrecimento. É muito comum após uma eliminação de peso, a pessoa pensar que, já que está mais magra, pode abusar um pouco. Assim, ela acaba por voltar a engordar. Outro motivo é que, muitas vezes, continua a ter um 'comportamento gordo', comendo o que sente em vez de falar o que pensa. Há aquelas que passaram por uma dieta radical, deixando de comer alimentos imprescindíveis à alimentação equilibrada, e o que acontece é que as restrições (que excluem hidratos de carbono e gorduras, por exemplo) funcionam como um gatilho para a compulsão, por isso, é difícil manter uma dieta com proibições", afirma.
Talita diz ainda que manter-se magra e com saúde é um processo diário que a mulher precisa desenvolver e seguir consigo mesma, sem ieixar de sentir prazer na hora da alimentação, porém, com cautela. "A pessoa aprende a ter um comportamento magro não mais utilizando a comida para compensar sentimentos bons ou maus. Isso faz com que da viva de uma maneira mais feliz e equilibrada", define.
Curiosidades...
Livro - Pense Magro - A Dieta Definitiva de Beck

Fonte:: Saúde da Mulher
Consultoria: Talita Marques, psicóloga especializada em emagrecimento



del.icio.us
Digg
Acompanhe o Ser Mulher no Twitter
Poste seu comentário